História da Ortopedia na Universidade Federal do Paraná

Departamento de Cirurgia – Serviço de Ortopedia

HISTÓRIA DA ORTOPEDIA NA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

1915 – 2001

POR

PROF. A. OSNY PREUSS

    Ano de 1912. Na Europa germinava a primeira grande guerra mundial.

Curitiba, então, com cerca de 40.000 habitantes, 6 a 8 mil dos quais estrangeiros de várias nacionalidades, principalmente emigrantes europeus. Alemães, Poloneses e Italianos formavam o cinturão verde da cidade, para onde foram direcionados inicialmente; muitos emigrantes artesãos já tinham convergido para o centro urbano, e dirigiam as ferrarias, padarias, sapatarias, entre outras atividades artesanais. Eram descendentes dos que vieram para o Brasil fugindo da situação precária em que viviam nos seus países de origem no segundo meado do século XIX. Uns tinham chegado apenas com a roupa do corpo e uma grande tradição de trabalho e luta pela vida. Entre os exilados havia muitos com grau de instrução médio a superior. Uns logo aderiram aos costumes da nova terra e sentiram-se como em sua própria pátria. Muitos conservaram os seus costumes e evitavam a miscigenação e a aculturação.

Entre os de nacionalidade brasileira que aqui viviam, muitos eram procedentes de São Paulo, Rio de Janeiro e de vários estados do nordeste.

Foi neste ambiente que, em 1912, um grupo de homens de cultura superior resolveu reunir vários cursos existentes na cidade e fundar a primeira universidade do Brasil – a Universidade do Paraná. Não que em outros centros não houvesse cursos, mas reuni-los em uma congregação universitária eles só o fizeram mais tarde.

Das várias faculdades que compunham a Universidade do Paraná, uma era a Faculdade de Medicina. Estudo pago, e assim continuou até 1952,quando a Universidade foi federalizada.

Saltemos, no tempo, a 1915. Naquele ano a primeira turma da Faculdade de Medicina cursava o quarto ano. A Congregação se reuniu em sessão de 10 de Dezembro de 1915 para indicar os nomes dos Professores que iriam constituir o corpo docente do quinto ano da Faculdade no ano de 1916. Naquela reunião foi aprovado para assumir a “Cadeira de Clínica Pediátrica Cirúrgica” o Prof. Joaquim Pinto Rebello. Não tivemos acesso ao currículo das aulas que seriam lecionadas naquele quinto ano, mas provavelmente havia muitos temas de ortopedia infantil. pois a osteomielite aguda hematogênica, a tuberculose óssea, a poliomielite, além das fraturas, deveriam ser muito freqüentes.

Passam-se os anos. A escola francesa era o modelo que a Universidade do Paraná seguia. Assim é que, oito anos mais tarde, em sessão de 20 de abril de 1923 a Congregação se reuniu para atender à reforma do ensino superior. A cadeira passou a denominar-se “Cadeira de Clínica Cirúrgica Pediátrica e Orthopédica”, sob a regência do mesmo Prof. Joaquim Pinto Rebello. É a primeira menção da palavra Ortopedia no currículo da Faculdade de Medicina do Paraná.

Passam-se mais dois anos, e em sessão da Congregação de primeiro de Junho de 1925, a denominação da Cadeira foi alterada novamente; passa a chamar-se “Cadeira de Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica”, denominação com a qual atravessou as várias décadas seguintes. A regência continuou sendo do mesmo Prof. Joaquim Pinto Rebello, até a sua aposentadoria em 1950.

O Prof. Joaquim Pinto Rebello, um dos fundadores da Universidade do Paraná, foi eleito Vice-Reitor da Universidade em 10.10.25. Era militar. Uma nota interessante que consta da ata da Congregação de 3 de Outubro de 1923 foi a seguinte: “…Pedindo a palavra o Snr. Dr. Joaquim Pinto Rebello requer verbalmente à Congregação uma licença de dous meses, visto ser obrigado a retirar-se passageiramente desta capital, como militar que é, em virtude das operações de guerra que se desenvolvem neste Estado contra os revolucionários que o invadiram”.

A parte prática do curso de Medicina era dada nas enfermarias da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba (SCMC).

Nas décadas de 40 e 50 as aulas teóricas de “Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica” eram dadas em um barracão com duas grandes salas de aula, nos fundos da SCMC. Era uma construção de madeira, com os assentos dispostos em forma de degraus, onde podiam ser acomodados 120 alunos. Possivelmente naquele então o curso de Medicina era quase que totalmente teórico; provavelmente os alunos também freqüentavam o Hospital de Crianças César Pernetta (HCCP) para a parte prática de cirurgia e ortopedia infantil. Na SCMC eram atendidos somente pacientes adultos, indigentes, e apenas de traumatologia. Eventualmente crianças. Não havia enfermarias exclusivas do Serviço de Ortopedia. Os pacientes eram internados nas enfermarias da Clínica Cirúrgica I, dirigida pelo Prof. Mário Braga de Abreu. Este havia feito um estágio de Traumatologia em Viena, no Unfallkrankenhaus dirigido pelo Prof. Lorenz Böhler. O interesse do Prof. Mário Braga de Abreu pela traumatologia do aparelho locomotor era tão grande, que o seu nome consta da lista dos fundadores da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Até meados da década de 40 eram, na sua maioria, os cirurgiões gerais que eram procurados e atendiam as fraturas. Os “colocadores de osso no lugar” eram preferidos pelos esportistas. Havia vários deles na cidade. A Maria Polenta era a benzedeira e colocadora de ossos no lugar mais afamada da cidade, a tal ponto que, algum tempo após a sua morte, os esportistas erigiram um busto em sua homenagem e o colocaram na esquina da Avenida República Argentina com Getúlio Vargas.

Desde meados da década de 40 até 10 anos mais tarde, a cidade de Curitiba contava apenas com três Médicos que se dedicavam exclusivamente à Ortopedia: Dr. Heinz Rücker, Dr. Ervino Kompatscher e Dr. Mohty Domit, e o Prof. Mário Braga de Abreu, que era cirurgião geral, mas também tratava casos de traumatologia do aparelho locomotor.

Depois de ter trabalhado no interior do Paraná por pouco tempo após a sua formatura, mais precisamente no Norte Velho, e ter permanecido por cerca de 5 anos em Timbó-SC, onde era Médico generalista e cirurgião, chega a Curitiba o Dr. Heinz Rücker, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná em 1937.

Decorria o ano de 1945, terminava a Segunda Grande Guerra.

O Dr. Rücker retornou à SCMC, onde fôra estudante interno do Serviço de Cirurgia do Prof. Mario Braga de Abreu. Foi, desde logo, atraído pela Ortopedia, mais precisamente pela Traumagologia Ortopédica, cujos fundamentos o grande mestre trouxera do serviço do Prof. Böhler, e que procurava incutir em quem por certo já se mostrava interessado na especialidade. Com a aposentadoria do Prof. Joaquim Pinto Rebello, em 1950, o Dr. Heinz Rücker foi nomeado Professor Assistente da “Clínica de Cirurgia Infantil e Ortopédica”.

Foi também por esta época que o Dr. Oswaldo Faria da Costa, especialista em Cirurgia Infantil e Médico do Hospital de Crianças César Pernetta, começou a participar da Cátedra de Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica, como Professor Assistente, assumindo as partes teórica e prática da cirurgia infantil. No entanto, no HCCP, o Prof. Oswaldo Faria da Costa também estendia a sua atividade aos casos de ortopedia infantil, operando artrite tuberculosa do joelho ou do quadril, osteomielite aguda hematogênica, e por aí.

Quando o Prof. Joaquim Pinto Rebello aposentou-se em 1950, o Prof. Heinz Rücker, já em plena atividade na especialidade, e dedicando-se à carreira universitária como Professor Assistente, prestou concurso à Livre Docência, defendendo tese sobre “Encravamento Medular dos Ossos Longos pelo Método de Küntscher”, e foi nomeado Professor Interino da “Cátedra de Clinica Cirúrgica Infantil e Ortopédica”. O tema da tese era atualíssimo e a tese fôra enriquecida com a cirurgia de encravamento medular experimental em 20 cães. Dois fatos merecem ser comentados. O primeiro é que dos 20 espécimens encaminhados para o estudo histológico, 17 foram perdidos no Departamento de Histologia e não puderam constar da tese. O segundo que, tanto a parte teórica como a prática do concurso versavam sobre temas de cirurgia infantil e de cirurgia ortopédica, e o candidato teve que se preparar para uma possível prova prática de apendicectomia, colostomia e outras patologias cirúrgicas próprias da criança. Aliás, era comum vê-lo, mais tarde, operando casos de hernia inguinal, conseqüência de esforços no trabalho.

Firmando-se cada vez mais na especialidade, o Prof. Heinz Rücker realizou estágios curtos em serviços renomados de São Paulo, Rio de Janeiro, Montevidéo e Buenos Aires, angariando assim amizade com os chefes dos serviços mais importantes da América do Sul, a maioria dirigida por ex-discípulos de Vitorio Putti, cuja fama era louvada no mundo todo, fazendo de seu serviço no Istituto Ortopédico Rizzolli um dos mais prestigiados centros mundiais. Ter sido discípulo de Vitorio Putti era um dos títulos mais louváveis dos ortopedistas da década de 50.

Com outra tese sobre “Fraturas viciosamente consolidadas da extremidade inferior do radio”, em 1953, o Prof. Rücker concorreu à vaga para Professor Catedrático de Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica e foi aprovado. No ano seguinte, 1954, viajou para a Europa, onde permaneceu por quase um ano visitando e participando de atividades de inúmeros centros ortopédicos.

Em 1950 não havia Residência Médica no Brasil. Os acadêmicos de Medicina, em geral, a partir do terceiro ou quarto ano, eram “estagiários internos” dos vários serviços da SCMC, preparando-se para a escolha de uma futura especialização.

A Clínica Cirúrgica I, dirigida pelo Prof. Mario Braga de Abreu, era o ponto de convergência daqueles que estavam atraídos pela Cirurgia Geral e pela Ortopedia. As enfermarias São Roque e São Joaquim destinavam-se aos pacientes do sexo masculino, e a Enfermaria Sta. Rosa aos do sexo feminino. Na visita geral, dirigida pelo Prof. Mário Braga de Abreu, não havia distinção entre Cirurgia Geral e Ortopedia; na discussão dos casos; inúmeras vezes o Prof. Rücker era inquirido sobre o diagnóstico e a conduta para problemas do aparelho digestivo ou de outra especialidade, e sua opinião era sempre muito abalizada e aceita. Era uma época em que a anestesia começava a se liberar do balão de carbonato de cálcio e do pinga-pinga de éter a céu aberto. O acadêmico estagiário do Serviço era, muitas vezes, solicitado a fazer a anestesia do paciente, sob as vistas do cirurgião, que mandava “pinga mais !”, quando o paciente começava a reagir.

Em 1954 ainda eram apenas três os médicos que se dedicavam exclusivamente à Ortopedia na cidade, mas na SCMC, acompanhando os casos de traumatologia e auxiliando no ambulatório de acidentados do trabalho, entusiasmando-se pela Ortopedia, alguns acadêmicos estagiários dos 3 últimos anos da Faculdade já se haviam decidido, era Ortopedia a sua opção.

De volta da Europa o Prof. Heinz Rücker, graças à intervenção do Prof. Aquiles da Araújo, do Rio de Janeiro, obteve uma verba do Ministério da Saúde, com a qual conseguiu equipar em uma sala cedida pelo Asilo Nossa Senhora da Luz, uma oficina ortopédica para fornecer prótese aos amputados, que não dispunham até então de algo mais que muletas. Para trabalhar na oficina foi contratado o Snr. Angelo Patrikios, de origem grega, portador de um defeito em um dos membros inferiores, quem já tinha muita experiência com a confecção de todo tipo de próteses e órteses.

Desde muito antes, mas principalmente por volta de 1954-55, um dos grandes problemas de saúde e sociais do Brasil, e também obviamente do Estado do Paraná, era o atendimento à infinidade de casos de poliomielite anterior aguda, em fase crônica, que precisavam de cirurgia para a correção das deformidades, para depois poderem se locomover. Em 1955 o Prof. Rücker obteve da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Paraná uma verba, com a qual foi construída a ala leste do Hospital de Crianças César Perneta, ao lado da sala de Rx. Naquela área, além de 3 ou 4 enfermarias no andar de cima, foram distribuídos, no andar térreo, um ambulatório com três salas, uma sala para arquivo, uma ampla sala de cirurgia e uma ampla sala de fisioterapia. Como não havia fisioterapeutas em Curitiba, e o seu número no Brasil era exíguo, praticamente nulo, pois o primeiro curso foi instituido somente anos mais tarde na USP, foi contratada uma senhora descendente de alemães, Da. Asta Japp . que era massagista graduada, com prática na recuperação de poliomielite desde há algum tempo. Alguns anos mais tarde a filha da Sra. Japp, Srta. Karin Japp, concorreu e foi eleita Miss Paraná e quase que se elege Miss Brasil. Estavamos no ano de 1957. A sala de fisioterapia, assim que ficou pronta, teve as paredes decoradas pela artista plástica Karimi Abdalla, com figuras que representavam acrobacias em um circo, como motivação para os exercícios, e dispunha de uma banheira mais ou menos em forma de trevo para os exercícios sub-aquáticos, que foi usada pouquíssimas vezes, por questões higiênicas.

Os anos de 1955 e 1956 representam um marco histórico decisivo para a Ortopedia na Universidade do Paraná, um “antes”e um “depois”, porque:

1. Desde 1952 a Universidade estava federalizada. Surgiram novas expectativas tanto para os professores como para os estudantes

  1. Recém-vindo da Europa, o Prof. Rücker mal continha o seu entusiasmo em relação a tudo que se referisse à Ortopedia e à sua aplicação.

  2. As verbas obtidas e a construção de uma ala exclusiva para Ortopedia Infantil no Hospital de Crianças César Pernetta, permitiam, enfim, o pleno desenvolvimento da especialidade, abrangendo o maior contingente de pacientes – as crianças. A restrição ao atendimento de crianças, fôra compensada por um Serviço exclusivo no HCCP

  1. Coincidentemente, no mesmo período, retornam de seus estágios em Ortopedia no exterior, os Drs. Munir Nasser (França, Serviço do Prof. Merle d’Aubigné, Hôpital Cochin), e o Dr. Antonio Osny Preuss ( Argentina, Serviço do Profs. José A. Sgrosso, Rosário, no Sanatório Parque e Serviço do Prof. Carlos E. Ottolenghi, Buenos Aires, no Hospital Italiano). Na época estava sendo instituida a Residência Médica no Brasil, no Hospital dos Servidores, no Rio de Janeiro, e o estágio, também de um ano, no prédio recém-construido exclusivamente para a Ortopedia no Hospital de Clínicas da USP, graças a uma verba destinada àquela instituição pelo Presidente Getulio Vargas, cujo filho era portador de poliomielite anterior aguda. Conseguir Residência Médica, então, era dificílimo. Ao grupo se associa o Dr. Aramys Bertholdi, que desde o tempo de estudante participava da Ortopedia na Santa Casa de Misericórdia.

E, assim, a Cátedra de Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica ficou constituída por:

Prof. Catedrático Dr. Heinz Rücker

Prof. Assistente Dr. Oswaldo Faria da Costa

Auxiliar de Ensino, Dr. Antonio Osny Preuss

Auxiliar de Ensino, Dr. Munir Nasser

Auxiliar de Ensino, Dr. Aramys Bertholdi.

Já não eram mais somente 3 Ortopedistas na cidade.

Um esclarecimento: O Dr. A . Osny Preuss iniciou como Prof. Assistente em 1957, por ter recebido o Prêmio Nilo Cairo em sua formatura, em 1954, que lhe dava direito à bolsa de estudos na Argentina e o acesso à carreira universitária no seu retorno, como Auxiliar de Ensino.

Durante o ano de 1956 participou das atividades da Cátedra, no Hospital de Crianças César Pernetta , o Dr. Eduardo Ferencz, quem no ano seguinte se transferiu para Blumenau – SC.

As dificuldades desses primeiros tempos não era a habilidade dos cirurgiões, mas a precariedade dos materiais de osteossíntese, se comparados aos atuais. O tratamento conservador era a regra para grande número de situações, sobretudo as traumatológicas.

A regra para as fraturas proximais do fêmur, por exemplo, era a seguinte: Osteossíntese com prego de Smith Petersen para as fraturas do colo. Havia muita relutância entre os familiares no que diz respeito à aceitação de um tratamento cirúrgico para o paciente idoso. Medo da anestesia (!). O Ortopedista convencia os familiares dizendo que, ou o paciente se submetia a uma cirurgia logo, sofrendo o risco anestésico e a infelicidade de morrer , ou ficava sob tração, sujeito a escaras( escara era quase que regra, dados os precários cuidados de “enfermagem” de então) e a infeção pulmonar, para morrer mais tarde, após um período prolongado de sofrimento. Ainda havia quem fizesse sistematicamente uma osteotomia inter-trocantérica, deslocando a seguir o fragmento diafisário para dentro, até ficar sob o foco da fratura, instalando a seguir uma tração trans-esquelética contínua, e aguardando por tempo prolongado que o calo ósseo se formasse e englobasse as 3 superfícies cruentas. Esta era, tambem, uma técnica para o tratamento da pseudartrose conseqüente a uma fratura do colo do fêmur.

Se a fratura era trocantérica, quase não havia discussào; o tratamento era conservador, por tração esquelética supra condiliana femoral, e tinha-se como aforisma que as fraturas trocantéricas sempre consolidavam e não precisavam de cirurgia, mas as mediais (do colo propriamente dito) tinham que ser operadas sempre, e, assim mesmo, estavam sujeitas à pseudartrose. Como a prótese do quadril estava em estudos primordiais pelos irmãos Judet, em Paris, quando ocorria a pseudartrose era feita a excisão da cabeça e do colo femoraes seguida de uma osteotomia valgizante na região sub-trocantérica (Cirurgia de Schanz)

Quando a fratura era trocantérica, os familiares (geralmente de maior poder aquisitivo e não indigentes, como a maioria absoluta dos pacientes atendidos na Santa Casa), pediam, ou eram induzidos pelos Ortopedistas, a fazer o tratamento em sua propria residência. Lá ia o Ortopedista até a casa do paciente, acompanhado muitas vezes de um doutorando interessado em Ortopedia, instalavam uma tração cutânea com esparadrapo (a tração era exercida através de um sistema de roldanas em uma tábua vertical que era fixada aos pés do leito, depois de terem sido elevados os pés da cama com caixas ou tijolos, para atuar como contra-peso e evitar que o paciente escorregasse), acomodavam o paciente no leito, orientavam os familiares quanto à prevenção de escaras ( alívio freqüente do decúbito, inclinando levemente o corpo para um e para outro lado, fazendo fricção com alcool no tórax e na região sacra, e mantendo a pele seca pela aplicação de talco). Aí, então, os familiares se preocupavam com alguns outros “detalhes”, como, por exemplo, envolver os tijolos ou as caixas com papel para não chocar aos olhos das visitas, colocar o radio (enorme !) na cabeceira da cama, para manter as velhinhas distraídas e a par de cada novo capítulo das novelas. Dois meses de tração, período durante o qual era necessário, óbviamente , fazer algum controle radiográfico. Para tal, ou o Ortopedista usava o aparelho portátil de rx do hospital e ele mesmo ia fazer o controle, ou tinha um amigo radiologista que o fazia. Inúmeras vezes o problema era resolvido da primeira maneira, e… coitado do acadêmico acompanhante, que era obrigado a fazer a parte pesada da tarefa. E não é necessário dizer que a qualidade das radiografias era tão má, que só a duras penas se conseguia delinear os contornos do esqueleto. Não é à toa que muitos casos consolidavam em varo…

Tratar fratura diafisária do fêmur era outro problema: se era localizada no terço médio e de traço transversal, a osteo-síntese intra-medular com haste de Küntscher já era norma. Não havia muita preocupação com o diâmetro da haste e não se fazia a frezagem do canal medular. O importante era expor ao mínimo possível o foco de fratura e introduzi-la por via retrógrada. Quase sempre era acrescentada uma tala anti-rotatória, e o paciente era mantido no leito durante pelo menos 2 meses, em sua residência, enquanto aguardava a consolidação. O problema era difícil quando a fratura era cominutiva. Solução: tração trans-esquelética, muito bem descrita no clássico livro do Prof. Ottolenghi; o membro sobre tala de Braun, paciente hospitalizado por 2 a 3 meses, até haver calo radiográfico que permitisse a sua alta hospitalar, deixando o apoio sobre o membro para muito mais tarde.

A fratura supra-condiliana umeral, nas crianças, também era tratada através de tração esquelética trans-olecraneana, em especial quando havia suspeita ou comprometimento neuro-vascular efetivo. A tração era exercida, inicialmente, por algumas poucas horas e se persistisse o problema era então tratada cirurgicamente. Outras vezes, quando havia muito edema à chegada do paciente, o membro era submetido à tração esquelética trans-olecraneana, e, frequentemente assim permanecia até cerca de 3 semanas. Era relativamente freqüente atender casos com sequela de Sindrome de Volkmann. Ao paciente que chegava ao Serviço logo após o trauma, sem edema, após a manobra de redução o cotovelo era mantido em hiper-flexão, no gesso, para não se perder a redução. A transfixação com fios de Kirschner veio bem mais tarde.

As fraturas da extremidade distal do rádio eram outro problema. O tratamento era conservador sempre. Para evitar a perda de redução, a imobilização era feita em uma atitude forçada de flexão, pronação e desvio ulnar do punho, e mantida em luva gessada. A posição forçada levava com freqüência à distrofia simpático-reflexa. Não se complementava a redução com a transfixação com fios de Kirschner. Alguns anos depois, a transfixação começou a ser feita com agulhas longas e grossas de punção raqueana: como não se podia adaptar a agulha a um perfurador, o Ortopedista segurava pelo canhão da agulha, e com movimentos rotatórios, vai e vem, introduzia a agulha no tecido esponjoso até onde fosse possível. Prevenia-se habitualmente o paciente que provavelmente ficaria com algum defeito residual, o que era freqüente quando se tratava de fratura cominutiva.

Embora o tratamento conservador fosse quase que a regra, com relação às fraturas da tíbia procedia-se de modo contrário. Talvez por ser um osso superficial, a osteo-síntese com placa e parafusos era a conduta mais praticada. As pseudartroses eram freqüentes porque o material de ostesíntese não cumpria devidamente a sua função.

Naquele período o material de osteo-síntese disponível não merecia confiança, razão qual se dizia que nenhuma osteo-síntese prescindia do uso do gesso até a consolidação.

No Hospital de Crianças César Pernetta, três problemas concorriam maiormente no ambulatório, da mesma forma que em qualquer outro hospital infantil no mundo todo: poliomielite anterior aguda, osteomielite aguda hematogênica e tuberculose osteo-articular.

Os casos de poliomielite anterior aguda (PAA), quando na fase aguda, eram isolados no Hospital de Isolamento Oswaldo Cruz, no alto da Rua XV de Novembro. O Neurologista, o Ortopedista e a massagista eram chamados de imediato. Ao neurologista cabia atender a sua parte, minimizando os efeitos da meningite virótica. Ao Ortopedista cabia orientar os familiares sobre o tratamento postural e adverti-los quanto ao risco da instalação rápida de atitudes viciosas que só seriam resolvidas com tratamento cirúrgico. O Ortopedista era acompanhado da massagista, a qual já havia sido orientada inúmeras vezes sobre como agir para acalmar a dor e evitar atitudes viciosas. Era a aplicação do Método Kenny, uma enfermeira australiana que introduzira uma maneira de tratar diferente da que era difundida até pouco tempo antes (evitar as atitudes viciosas mantendo os membros , imóveis, em aparelhos gessados circulares). A freira (“enfermeira”do Hospital) e a massagista passavam, então, a aplicar compressas úmidas e mornas nos membros, as quais diminuíam a dor e permitiam uma suave e progressiva mobilização das articulações. Para evitar o equinismo dos pés (a mais freqüente das deformidades na PAA) mantinham-se os pés calçados com botas. Para evitar que o paciente adquirisse uma atitude em flexo-abdução dos quadris, envolviam-se os membros inferiores logo acima dos joelhos com uma faixa de crepe larga, unindo-os. Com saquinhos de areia sobre os joelhos impedia-se a flexão. O isolamento durava 3 semanas, para evitar a contaminação de outras crianças da família. Depois começava o longuissimo período de fisioterapia no Hospital de Crianças César Pernetta, pois a Associação Paranaense de Reabilitação, primeira entidade dedicada à reabilitação no Estado do Paraná, ainda não existia. Começou a funcionar em 1958. Os casos de PAA do tipo ascendente, com quadriplegia e comprometimento do mecanismo respiratório, eram tratados no Hospital Oswaldo Cruz por tempo indeterminado, no chamado “pulmão de aço”, no qual o paciente ficava apenas com a cabeça para fora, e a expansão do pulmão era feita por um mecanismo de vácuo dentro do aparelho.

Se as condições de reabilitação eram ainda precárias em Curitiba, imagine-se como o seriam em outras cidades do Estado. Esta a razão da convergência para o HCCP de um número enorme de pacientes vindos do interior do Paraná e de Santa Catarina. Contavam-se pelo menos 4 a 6 casos novos por semana! A maioria em fase de seqüelas definitivas, com atitudes viciosas as mais graves que se possa imaginar, ora em um segmento do membro, ora em um membro inteiro, outras vezes nos dois membros inferiores, e, ainda na coluna vertebral.

Apesar de endêmica entre nós, houve vários surtos epidêmicos em cidades diversas. Quando tal aconteceu em Paranavai, o Dr. A . Osny Preuss e a Fisioterapeuta Giroflá Preuss, foram solicitados pela Secretaria de Saúde do Estado do Paraná a dirigir-se àquela cidade para orientar os médicos (pediatras, pois lá não havia ortopedistas ainda), pessoal de enfermagem e as próprias mães, na prevenção das deformidades e de aplicação de uma cinesioterapia acessível a leigos.

A APR começou com uma oficina ortopédica e um centro de fisioterapia. Os casos que vinham do interior eram atendidos no HCCP para a correção das deformidades, e depois encaminhados à APR para a confecção das orteses adequadas a cada caso, e para tratamento fisioterápico e orientação a um familiar de como fazer os exercícios, quando os pacientes vinham do interior do estado. Foi um salto enorme dentro do tratamento da patologia.

Por outro lado, a PAA, pelo desequilíbrio muscular que causava, levando a deformidades fixas, deu margem a que se realizasse todo tipo de cirurgia que se possa imaginar: desde os simples alongamentos do tendão de Aquiles, às grandes liberações (como a cirurgia de Soutter-Campbell para correção da atitude viciosa em flexo-abdução do quadril), até as transposições músculo-tendinosas em membros superiores e inferiores, as osteotomias em todos os segmentos do esqueleto, as correções de todas as deformidades do pé, as artrodeses do pé, a correção da discrepância de comprimento dos membros inferiores (pela técnica de Andersen, que exigia a permanência no leito durante todo o período de alongamento, pois com o aparelho de Andersen não havia nenhuma possibilidade de caminhar), a artrodese da coluna vertebral, o tratamento da luxação paralítica do quadril, entre algumas das infinitas deformidades causadas pela Doença de Heine-Medin.

A osteomielite aguda hematogênica era outro problema enorme, não só pela grande quantidade de pacientes (condições sociais precárias, indigentes), como também pela dificuldade de acesso ao tratamento antibiótico, pela quantidade de casos crônicos, e, pior ainda, porque não se fazia a abertura e fenestração óssea precoce (drenava-se apenas o abscesso sem tratar o esqueleto), por temer-se que a continuação da eliminação de secreção fosse imputada como iatrogenia. Não havia sistematização do tratamento, porque não se sabia que a osteomielite se fazia crônica em apenas 3 dias. Ainda não era considerada entre nós a orientação de Murphy (1920), que dizia que “a operação deve ser feita mesmo antes que o diagnóstico de certeza seja emitido, pois a abertura precoce não fere, enquanto que a incisão tardia é um convite à fatalidade”. Os casos, quando não se apresentavam em fase de cronicidade, evoluíam obrigatoriamente para a cronicidade. Então esperava-se o invólucro (neoformação perióstica em torno do sequestro) e a individualização do seqüestro, para só então retira-lo, o que era feito após um longo período, durante o qual os pacientes iam e vinham ao ambulatório para trocas de gesso. Os gessos ficavam impregnados com a secreção purulenta, e era insuportável o mau odor. Era muito frequente a osteomielite bi-polar. Na perna, uma cirurgia recomendada quando havia uma grande solução de continuidade da tibia, era a transposição da fíbula para a tibia. Vários casos terminaram em para amputação, porque não havia outra solução. A aplicação de enxertos ósseos para eliminar a solução de continuidade no esqueleto começava a ser praticada. Um trabalho sobre “Osteomielite da coluna vertebral” foi apresentado pelo Prof. Rücker em Congresso da Sociedade Chilena de Ortopedia e Traumatologia.

A tuberculose ósteo-articular também era muito freqüente. O problema no tratamento do Mal de Pott era a anestesia. Desde a publicação de Hodgson, ortopedista britânico que trabalhava em Hong Kong, aguardavamos um anestesista no HCCP que pudesse fazer anestesia inalatória sob pressão para poder fazer acesso à lesão através de uma costo-transversectomia . Finalmente foi possível. As primeiras cirurgias eram acompanhadas por um cirurgião de tórax, até que o terreno foi desbravado. O grande centro brasileiro de atendimento de tuberculose osteo-articular era o Serviço do Prof. Dagmar Chaves, no Rio de Janeiro. Quando se começou a fazer no HCCP o acesso ao corpo vertebral por costo-transversectomia com exerése de toda a lesão e preenchimento com enxerto, lesão que quase sempre abrangia mais de um corpo vertebral, o HCCP era o único, ou talvez um dos poucos serviços de ortopedia brasileiros que assim procediam, e com bons resultados. Começou, então, uma polêmica, que durou vários anos, entre os Serviços do Prof. Rücker e o do Prof. Dagmar Chaves, pois este continuava afirmando que o tratamento do Mal de Pott era essencialmente conservador e que seria cirúrgico somente quando houvesse comprometimento neurológico.

Em 1959 retorna de seu estágio no Hospital Italiano de Buenos Aires, serviço do Prof. Carlos E. Ottolenghi, o Dr. Dirceu De Conti. Lá, havia se interessado pelo tratamento das patologias da coluna vertebral, em especial a escoliose, e foi quem assumiu os casos de Mal de Pott, algum tempo depois.

Estes fatos, todos, obrigaram a equipe a um estudo e atualização em conjunto, pois quase tudo era feito pela primeira vez, embora estivesse escrito nos livros, o que levou o grupo a ter que se superar. Todos tinham que fazer de tudo, pois não havia especialista nisto ou naquilo, e para tal recorria-se às Bibliotecas da Faculdade de Medicina e da Associação Médica do Paraná, cuja coleção era em grande parte no idioma francês, pois só então começavam a aparecer as publicações e os livros em inglês em nosso meio..

Este período foi de 1956 a l961, quando o Hospital de Clínicas foi inaugurado, e, então, a Cátedra de Cirurgia Infantil e Ortopédica foi instalada num único Hospital.

Como foi dito anteriormente, a Universidade do Paraná foi federalizada em 1952. Passou a ser Universidade Federal do Paraná. As verbas federais permitiram a ampliação do edifício da Praça Santos Andrade e a mudança da sua fachada para a arquitetura atual, e a construção do conjunto da Reitoria, depois o campus universitário no Cajurú. Os anos de 1952 a 1954 foram os anos em que os acadêmicos de Medicina reivindicavam a construção do Hospital de Clínicas. Inúmeras vezes fizeram passeata pela Rua XV de Novembro, cada estudante carregando um tijolo no ombro, para mostrar a necessidade urgente da construção. A passeata terminava em um descampado em aclive onde se sonhava com a construção do edificio. Lá eram depositados os tijolos simbólicos. Algum tempo mais tarde deu-se a doação da área, que pertencia à família Leão, em troca da urbanização da região pela Prefeitura Municipal. Em seus primórdios o Hospital seria construído para o Estado. Com a federalização passou para a Universidade, que levou avante o projeto. O Hospital de Clínicas e as demais construções foram levadas a cabo mais ou menos simultaneamente durante a gestão do Magnífico Reitor Prof. Dr. Flávio Suplicy de Lacerda, que pela persistência e atividade foi chamado de o “Reitor Magnífico”.

No projeto inicial a Ortopedia seria instalada em um edifício à parte. Por razões provavelmente financeiras, o edifício não foi construído, e a Ortopedia instalou-se no terceiro e quarto andares do anexo B do conjunto arquitetônico. Durante a fase final da construção, quase que desde um ano antes da inauguração, o Prof. Rücker e a sua equipe foram inúmeras vezes para orientar quanto à distribuição das enfermarias, postos de enfermagem, despejo, salas de gesso, depósito de equipamento, sala de reuniões, etc. etc. A euforia de toda a equipe era imensa.

Aqui, então, tem início a história da Ortopedia no Hospital de Clínicas. O texto a seguir foi retirado do Livro “História da Clínica Ortopédica” na Universidade Federal do Paraná – Hospital de Clínicas, redigido pelo Prof. A . Osny Preuss:

ANO I – 1961

… e estamos em Junho de 1961.

Em realidade esta história não começa nos dias que estamos passando. Para sermos mais exatos, ela deveria remontar há varios meses atrás, no momento em que a organização do Hospital de Clínicas determinou que no terceiro e quarto andares do Anexo B se situaria a Clínica Ortopédica.

Veio, depois, a longa fase de planificação dos dois andares, até que, levantadas as paredes, colocadas as portas, feitas as instalações elétricas e sanitárias, terminada a pintura, os dois andares tomaram corpo e feição: dois longos corredores, ladeados pelas portas das futuras enfermarias, das copas, das salas de curativos, dos postos de enfermagem, enfim, tudo aquilo que no futuro será o local da vida, do movimento da Clínica.

É, mas agora em Junho de 1961, está tudo ainda desabitado. Chegou, já, algum material especializado, que foi depositado na sala 327 do terceiro andar: o BV-20 (RX), a mesa correspondente para cirurgia de fratura do colo do fêmur, e pouca coisa mais.

Os primeiros dias de Julho foram dedicados à recepção, conferência e preparação das caixas de material cirúrgico ortopédico, lá no quinto andar do edifício central, no Centro Cirúrgico.

Em 3 de Julho de 1961 a Clínica Ortopédica deixa de ser totalmente desabitada: Foi designada a primeira pessoa para trabalhar na Clínica, a Srta. Lidia Kubrak. É a responsável pelo material que está chegando. Cargo: Atendente.

Meados de julho: O quarto andar toma novo aspecto; começam a chegar os móveis. Chegaram os primeiros leitos. As mesinhas para refeições tiveram que ser trocadas porque eram muito baixas.

Logo depois vieram os colchões. A sala 327 foi destinada provisoriamente para redução de fraturas, e por isso aos poucos foi tomando o aspecto característico: Vieram os armàrios, as caixas de gesso, a serra de gesso, as bacias, etc. Foi colocada uma cortina espessa no vitraux para permitir radioscopia.

A Maternidade e as Clínicas Urológica e Médica já começaram a funcionar.

  • “Professor, vim me apresentar ao Snr. Fui designada para trabalhar na Ortopedia. Era a Irmã Clara Wzoreck, a primeira irmã (Vicentina) a trabalhar na Ortopedia. O Hospital de Clínicas é supervisionado pelas freiras, que habitam o último andar da Maternidade.

No início da segunda semana de Julho a voz corrente era de que a Clínica Ortopédica iria também iniciar as suas atividades!

As salas T25, 27, 29 e 31 do andar térreo estão sendo ultimadas para se iniciar o movimento de Ambulatório.

A Enfermeira Dirce Oliveira está recebendo nestes últimos dias o material que irá completar as Enfermarias e o Posto de Enfermagem. Está tudo se transformando progressivamente. Já se respira ambiente de Hospital no Anexo B. E já se tornou rotina a presença do Professor Rücker e dos demais Médicos nas salas e corredores do terceiro e quarto andares.

A gestação parece ter chegado ao seu termo…

  1. – Sexta-feira. PRIMEIRO ATENDIMENTO

O doente é o elemento que dá vida aos Hospital. Neste dia o Ambulatório da Clínica Ortopédica abriu suas portas pela primeira vez e o primeiro paciente foi atendido na sala T-23. Foi atendido pelo Prof. A. Osny Preuss. É a primeira atividade da Cátedra de Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica no Hospital de Clínicas. Por ser óbvio, o fato foi registrado fotográficamente. Na fotografia parecem o Prof. Rücker, o Dr. Aramys Bertholdi, o Acadêmico Nazir Bauab e o paciente. A foto foi feita pelo Dr. A . Osny Preuss.

Eram 8:15 h da manhã.

Paciente: Hilton José Weigert

Idade: 18 anos

Prontuário: 10.009

Diagnóstico: Mal de Pott.

Neste dia de início das atividades da Clínica Ortopédica no Hospital de Clínicas, o Corpo Clínico está assim constituido;

Prof. Catedrático Dr. Heinz Rücker

Prof. Assistente Dr. Oswaldo Faria da Costa.

Auxiliares de Ensino :

Dr. Antonio Osny Preuss

Dr. Aramys Bertholdi

Dr. Dirceu De Conti

Dr. Luiz Fernando Beltrão.

São Doutorandos Internos da Clínica Ortopédica:

Luiz Carlos Sobania Harold A . Bittencourt

Haydèe Abdalla Dimas Olenski

Nazir Bauab Flávio Barbi

Sérgio Castelani Sérgio Berzin

Secretária da Clínica Ortopédica:

Maria Antonieta

Concluinte do Serviçop Social:

Lydia Tchaika

A Clínica Ortopédica iniciará suas atitidades com 10 leitos.

27.07.61 – Quinta-Feira

Primeira Emergência.. Primeira Redução. Primeiro Gesso. Primeira Internação:

Às 18:30 h é atendida a primeira emergência.

Foi uma “colaboração” do Magnífico Reitor da Universidade Federal do Paraná. Prof. Dr. Flávio Suplicy de Lacerda.

Assim quis a sorte. .. O carro do Reitor atropelou o Snr. Ary Mariotto. – Prontuário 10.067. Fez fratura dos ossos da perna direita. A radiografia foi feita no Rx.Central. A redução foi realizada na sala 327 do terceiro andar, e aí tambem foi imobilizado em gesso ínguino-pédico.

Em seguida o paciente subiu ao quarto andar, ocupando o leito 43, sala 417.

Primeira internação !!!

Atenderam o paciente: Prof. Dr. Heinz Rücker e Dr. A . Osny Preuss.

28.07.61 – Inicia as suas atividades a primeira secretária da Cirurgia Infantil, Srta. Anita Kochla. As crianças são internadas no 14. Andar Central.

02.08.61 – Na Sala 5, do Centro Cirúrgico entra para uma “ operação simulada “ a paciente Maria Eugênia de Jesus. Deseja-se testar o Centro Cirúrgico para a cirurgia real a ser efetuada no dia seguinte.

03.08.61 – PRIMEIRA CIRURGIA

Paciente: Maria Eugênia de Jesus

Diagnóstico: Osteo-artrite tuberculosa do joelho.

Operação: Artrodese do Joelho

Cirurgião: Prof. Heinz Rücker

Presente na sala de cirurgia todos os membros da Ortopedia.

Sala 6 do Centro Cirurgico.

05.08.61 – INAUGURAÇÃO OFICIAL DO HOSPITAL DE CLÍNICAS

PELO PRESIDENTE JANIO QUADROS.

18.08.61 – Começa a trabalhar na Clínica Ortopédica o Dr. José Maria Del Claro.

24.08.61 – PRIMEIRO ÓBITO

Paciente: Maria Alves de Miranda

Prontuário 010394

Diagnóstico: Fratura do colo do fêmur.

Internada em 17.08.61 faleceu por insuficiência cardíaca e diabete.

31.08.61 – O HC está de prontidão devido à situação em que se encontra o país após a renúncia do Presidente Janio Quadros. Os Drs. A . Osny Preuss, Aramys Bertholdi, Dirceu de Conti e José Maria Del Claro se revesam em plantão permanente.

02.10.61 – SERVIÇO DE FISIOTERAPIA – Começa a funcionar, a título precário, no décimo quinto andar, o Serviço de Fisioterapia, a cargo da Fisioterapêuta Giroflá Maria Preuss, formada na USP – São Paulo.

10.10.61 – O Dr. Lauro de Barros Abreu, a convite da Clínica Ortopédica e sob o patrocínio da Reitoria, dita um Curso Sobre Cirurgia da Mão e realiza várias cirurgias da especialidade.

20.10.61 – PRIMEIRA INTERNAÇÃO NA ORTOPEDIA PEDIÁTRICA.

Primeira internação no Serviço de Ortopedia Pediátrica, no décimo quarto andar – Central.

09.11.61 – É operado pelo Prof. Rücker o paciente Paulo Freza – Condroma gigante do 1/3 proximal do fêmur e substituição por prótese de acrílico.

28.11.61 – O Prof. Rücker é eleito Diretor Clínico do Hospital de Clínicas por um triênio.

28.11.61 – É operado pelo Prof. Rücker o paciente Willy Carlos Wendorf – Condroma gigante ulcerado de ilíaco. Desarticulação inter-illeo-abdominal.

18.12.61 – Colação de grau dos sexto-anistas internos da Clínica Ortopédica.

19.12.61 – Começa a trabalhar como Medico da Clínica Ortopédica o Dr. Luiz Carlos Sobania, até ontem sexto-anista interno da Ortopedia.

ANO II – 1 9 6 2

02.01.62 – A primeira turma de sexto-anistas inicia estágio na Clínica Ortopédica.

23.01.62 – Primeiro acidente grave per-operatório: parada cardíaca, com recuperação total. Paciente: Maria Terplac de Macedo.Fratura cominutiva lateral do colo do fêmur. Realizava-se a osteosíntese.

25.02.62 – Início do funcionamento da Terapia Ocupacional, a cargo da Terapêuta Ocupacional voluntária, Srta. Therezinha Preuss, formada na USP.

.03.62 – Realizam-se provas práticas de Ortopedia para os Médicos inscritos no concurso do IAPC. Visitam a Clínica Ortopédica os Drs. Nova Monteiro, Velozo, além de Médicos procedentes do RS, SC, Pr e SP. O Dr. Dirceu De Conti, da Clínica Ortopédica do HC obteve o primeiro lugar no concurso.

01.05.62 – Passamos a funcionar com 15 leitos, mais 2 de emergência.

29.05.62 – Curso Intensivo sobre Cirurgia da Mão. Visitam a Clínica Ortopédica os Drs. Lauro de Barros Abreu, Henrique Bulcão de Moraes, Danilo Coimbra Gonçalves e Orlando Graner.

Junho. 62 – Os estudantes de Medicina estão em greve. Os estagiários sexto-anistas frequentam a Clínica Ortopédica de modo irregular.

.06.62 – Estagia no Ambulatório o Dr. Eugênio Wagner.

.06.62 – O ambulatório da Ortopedia vem funcionando 3 vezes por semana desde o início: segunda, quarta e sexta-feira. Às terças, quintas e sábados fazemos cirurgia. Aos sábados pela manhã temos visita geral aos pacientes internados. Às terças-feiras, às 10:30 h. Reunião de Estudos. Às segundas, quartas e sextas-feiras reuniões clínicas às 18:00 h. como aula pratica aos alunos do curso de graduação. A todas as aulas comparece todo o “staff”.

21.07.62 – Comemoração do primeiro aniversário da Ortopedia. Durante o ano foram atendidos 2. 540 consultas no Ambulatório, foram realizadas 215 operações e foram internados 231 pacientes.

As salas 309 a 313 estão instaladas para reduções , com duas mesas ortopédicas, 2 aparelhos de Rx portáteis, além de todo o material para reduções.

As enfermarias têm se mantido sempre com excesso de pacientes em relação ao número destinado à Clínica Ortopédica. Temos uma verdadeira fila de doentes aguardando vaga.

O movimento do ambulatório é sempre grande, mas está reduzido nestes meses de inverno.

O trabalho na Ortopedia já se tornou rotina, de modo que não existem maiores problemas. Todo o pessoal auxiliar já está habituado com os doentes ortopédicos e trabalham com eficiência.

O movimento de emergências traumatológicas é pequeno, e, no cômputo geral, o nosso maior movimento é de ortopedia.

O problema social parece superar ao médico. Cada doente é um problema social mais difícil de resolver que o problema médico.

O Serviço Social do Hospital trabalha com eficiência ; isto tem possibilitado uma movimentação grande das enfermarias, permitindo o atendimento de maior número de doentes.

Durante a comemoração deste primeiro aniversário da Clínica Ortopédica no Hospital de Clínicas foi entregue este Livro ao Prof. Rücker e o diagrama do movimento de 1961.

Em uma mesa no terceiro andar, tomamos champagne e o Prof. Rücker assoprou a velinha do primeiro aniversário.

Em nome do pessoal auxiliar a Sra. Tulia (atendente) entregou ao Prof. Rücker um ramalhete de flores.

30.07.62 – O Prof. Rücker apresenta no Rio de Janeiro, no Seminário sobre Cirurgia do Trauma, um trabalho sobre Cirurgia nas fraturas da Diáfise Femoral ( Osteosíntese a Kuntscher}, do qual constaram vários casos da Clínica Ortopédica.

1.08.62 – Festa para comemorar o Primeiro Aniversário de funcionamento oficial do Hospital de Clínicas, com a presença do Magnífico Reitor. Foram expostos no saguão do Hospital vários trabalhos executados pelos doentes da Clínica Ortopédica (Terapia Ocupacional).Convite do Prof. João Átila da Rocha, Diretor Geral do Hospital.

7.08.62 – De 7 a 9.8.62, promoção da Clínica Ortopédica e Traumatologica do HC, e patrocínio da Reitoria da UFPr realiza-se um curso de extensão universitária de Atualização Em Ortopedia, ministrado pelos Profs. Manlio Napoli, Enéas Brasiliense Fusco, Roberto Godoy Moreira e Fernando Quaresma Roque Os assuntos versaram sobre Pé Torto Congênito, Paralisia Cerebral, Luxação Congênita do Quadril, Traumatismos da coluna vertebral e Fraturas do Colo do Fêmur.

12.08.62 – Visita a Clínica Ortopédica o Prof. Richard Maatz, de Berlim Ocidental. Falou sobre Pseudartrose na Fratura do Colo do Fêmur.

15.08.62 – Visita do Prof. Carlos E. Ottolenghi, de Buenos Aires, nos dias 15 e 16 de Agosto. Foi realizada uma Reunião Clínica, na qual foram apresentados vários casos do HC. O Prof. Ottolenghi acompanhou a visita aos pacientes, tendo feito comentários sobre Osteomielite Aguda Hematogênica, Tumor ósseo, quando salientou o valor relativo do exame clínico, radiológico e anatomo-patológico. A presença do Prof. Ottolenghi e de suas conferências foi divulgada amplamente nos jornais locais.

ANO III – 1963

03.01.63 – Começa a trabalhar na C.Ortopédica o Dr. Dimas Aparecido Olenski, recém-chegado do estágio de um ano no Hospital Italiano de Buenos Aires, serviço do Prof. Ottolenghi.

02.03.63 – Iniciam-se as aulas curriculares com nova modalidade: Ao invés de três aulas teóricas semanais seguidas de aula prática, haverá duas aulas teóricas semanais de uma hora e meia, com a materia dividida entre 2 ou 3 professores. Em seguida a aula prática.

10.05.63 – Inicia na Clínica Ortopédica o primeiro médico estagiário (Residente), Dr. Eduardo Orejuela Uskokovich. O segundo médico estagiário foi o Dr. Sidney Breviglieri.

12.07.63 – O Prof. Rücker apresenta em São Paulo, no Congresso do Colégio Brasileiro de Cirurgiões o trabalho sobre “A via de acesso ao Corpo Vertebral no tratamento do Mal de Pott”. O tratamento do Mal de Pott, desde quando a anestesia em nosso ambiente o permitiu, passou a ser cirúrgico, resultando em polêmica permanente com o Prof. Dagmar Chaves, que aconselhava o tratamento conservador.

20.07.63 – Reunião de todo o pessoal da Clínica Ortopédica, para comemorar o segundo aniversário. Na ausência do Prof. Rücker, quem comandou a festa foi o Prof. João Átila da Rocha.

1 a 14.09.63 – XVII Congresso da SBOT – Rio de Janeiro., na Academia Nacional de Medicina. O Prof. Rücker participou como relator dos seguintes temas oficiais. 1) Fraturas do cotovelo na criança. 2) Ensino da Ortopedia no Brasil. O Dr. A . Osny Preuss participou do simpósio sobre “Programas de reabilitação da Criança. Convênio Governo Estado, com um trabalho sobre a atuação da Associação Paranaense de Reabilitação no Paraná”.

9 a 11.11.63 – II Reunião Ortopédica do Interior Paulista. O Prof. Rücker participou com um trabalho sobre ”Tratamento do Pé Torto Congênito” . Nesta reunião foi ventilada a possibilidade de se realizar em Curitiba, em Julho de 1964 a Primeira Jornada Paranaense de Ortopedia, por ocasião da Reunião dos Professores de Ortopedia em Curitiba.

Nov. 63 – Estamos dando andamento à organização do nosso arquivo bibliográfico. Secretária, Srta. Herlene Gabardo.

15.11.63 – Retorna do Curso de Especialização em Cirurgia da Mão, no Hospital de Clínicas de São Paulo, o Dr. Luiz Carlos Sobania.

17.12.63 – Colação de Grau dos Médicos – Turma 1963. Deixam de colaborar conosco como acadêmicos, devendo iniciar estágio no HC de São Paulo, os Drs. Guilherme Grimaldi, Antonio Ulian. O Dr. José Napoleón Castilho Ramirez, de nacionalidade peruana, permanecerá em Curitiba.

28.12.63 – Começa o estágio como Primeiro Médico Residente da Clínica Ortopédica o Dr. José Napoleón Castillo Ramirez, e como Médico Voluntário o Dr. João Kantovitz.

31.12.63 – Para comemorar o término de 1963 e augurar um 1964 feliz, foi organizado no terceiro andar, salas 303 e 314, um aperitivo e um almoço, presentes todos os médicos e pessoal da Clínica Ortopédica.

ANO IV – 1964

13.01.64 – Recebemos a visita do Prof. Marcondes de Souza, Chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto, e atual Presidente da SBOT.

Iniciam-se as gestões para a Jornada Paranaense de Ortopedia em Agosto de 1964, imediatamente após a programada Reunião dos Professores de Ortopedia do Brasil, em Curitiba..

28.01.64 – Primeira Reunião de Estudos – 1964 – Tema: Etiopatogenia e Tratamento das Escaras. Distribuição: a) Etiopatogenia – Dr. Ehrenfried O . Wittig. B) Prevenção – Dr. A . Osny Preuss. C) Tratamento – dr. Dirceu de Conti.

No decorrer do ano de 1964 foram realizadas 7 Reuniões de Estudos, das quais participaram:

Flebites – Dr. Dante Romanó Jr.

Sinergismo e Antagonismo dos Antibióticos – Prof. Hermes Paciornik

Tumores Raqui-medulares – Dr. Renato de Muggiatti.

Traumatismos do Tórax – Prof. Iseu Afonso da Costa.

Tumores de Mandíbula – Dr. Dimas Olenski.

Risco Cirúrgico – Prof. Gastão Pereira da Cunha.

26 e 27.08.64 – Primeira Reunião dos Professores de Ortopedia do Brasil. Contou com a presença de praticamente todos os Chefes do Serviços de Ortopedia do Brasil, destacando-se entre eles o Prof. Godoy Moreira, Marcondes de Souza, Donato D’Angelo.

A reunião foi organizada pelo Prof. Dr. Heinz Rücker.

28 e 29.08.1964 – Primeira Jornada de Ortopedia do Paraná – Todos os professores presentes participaram também da Primeira Jornada de Ortopedia do Paraná. Só faltou o Prof. Nova Monteiro. A jornada foi coroada de aplausos, pela organização e nível dos trabalhos apresentados. Tão grande foi a afluência de Ortopedistas que se a designou de “Congresso”.

11 e 12.11.64 – IV Jornada do Interior de São Paulo – Campinas. Prof. Heinz Rücker – Coordenador do Simpósio sobre Fraturas do Joelho. Drs. A . Osny Preuss, Luiz Carlos Sobania e Dirceu de Conti – Pseudartrose por perda de substância óssea na Osteomielite aguda hematogênica.

02.12.64 – Primeira Reunião da Regional do Paraná da SBOT. Temas abordados:

  1. Conduta nas fraturas do colo do fêmur – Prof. Heinz Rücker, Drs. Aramys Bertholdi e José Maria Del Claro.

  2. Pseudartrose por perda de substância óssea na Osteomielite aguda hematogênica – Drs. A . Osny Preuss, Luiz Carlos Sobania e Dirceu De Conti.

  3. Conferência: Dinâmica do Joelho – Prof. Lauro de Castro Beltrão.

Presidente da Reunião : Prof. Heinz Rücker.

08.12.64 – Jornada Médica de Ponta Grossa – Prof. Heinz Rücker – Tratamento das Fraturas – Osteosíntese. Dr. A . Osny Preuss – Princípios Gerais no Tratamento das Fraturas.

ANO IV – 1965

14.01.65 – Despede-se da Clínica Ortopédica o dr. José Napoleón Castillo Ramirez, primeiro Médico Residente de Ortopedia do Hospital da Clínica – Clínica Ortopédica e Traumatológica. Em cerimônia simples no quarto andar, à qual estiveram presentes todos os médicos e funcionários da Clínica Ortopédica, o Dr. Castillo recebeu o abraço de despedida. Estouramos champagne e desejamos um breve retorno e que tenha êxito no Rio de Janeiro, para onde segirá, Hospital Miguel Couto, para depois transferir-se para sua terra, o Perú.

26.05.65 – Segunda Reunião da Regional do Paraná da SBOT, no Hospital de Clínicas. O Prof. Heinz Rücker falou sobre “Tumores ósseos – Ressecção e substituição por enxertos ósseos maciços”.

02.06.65 – Despedida do Dr. Dimas Olenski, que se transfere para Rio Claro – SP. O Dr. Olenski colaborou durante quase três anos como consultor nos casos de Tumores Ósseos. O jantar de despedida foi em Sta. Felicidade. O Dr. Dimas fez a sua residência em Ortopedia no Hospital Italiano de Buenos Aires, onde teve a oportunidade, como os demais residentes, de estudar junto ao Prof. Fritz Schajowicz, uma das autoridades máxima em tumores ósseos, de renome mundial.

Julho 1965 – Congresso Brasileiro de Ortopedia em Ribeirão Preto – SP, sob a presidência do Prof. Marcondes de Souza. A Clínica Ortopédica do HC – Curitiba participou com os seguintes temas:

  1. Tratamento cirúrgico da tuberculose vertebral – Prof. Heinz Rücker

  2. Diagnóstico das lesões da coluna vertebral – Dr. Dirceu De Conti.

  3. A cirurgia de Eggers no tratamento da atitude em flexão na paralisia cerebral.Dr. A . Osny Preuss

  4. Osteotomia múltipla e encravamento medular para reforço dos ossos longos no tratamento da osteogênese imperfeita. – Dr. A . Osny Preuss.

23.07.65 – O Prof. Rücker, a convite, pronuncia conferência sobre Tratamento Cirúrgico da Tuberculose Vertebral, em Salvador – Bahia.

21.07.65 – Quarto aniversário do Hospital de Clínicas e da Clínica Ortopédica. – Foi diminuído o número de leitos da Clínica Ortopédica para 17 nestes últimos meses “por falta de verba…”

Hoje foi operada a paciente mais idosa das que se internaram na Cl. Ortopédica – 105 anos ! Da. Maria Cardoso dos Santos (Fratura do colo do fêmur)

Agosto 1965 – Visita a Clínica Ortopédica o Prof. Douglas Savill, ortopedista de Edimburgo, Escócia. Foi uma das mais atraentes visitas já recebidas. Permaneceu 3 dias

entre nós. Sua viagem foi patrocinada pelo British Council.

Dezembro 1965 – Faz parte da nova Diretoria da Associação Médica do Paraná, recém eleita para os 2 próximos anos, o Dr. A . Osny Preuss, como Primeiro Secretário.

A N O V – 1966

Janeiro 1966 – Na II Semana Médica de Apucarana o Dr. A . Osny Preuss representou a Clínica Ortopédica com uma conferência sobrem “Deformidades estáticas dos membros inferiores, com especial referência ao pé plano valgo”.

02.01.66 – Iniciam o estágio de especialização na Clínica Ortopédica:

Dr. Ney Spiri Neri – Como Médico Voluntário.

Dr. Walter Marsola – Em estágio preparatório para seguir em Março para Buenos Aires, serviço do Prof. Ottolenghi.

Dr. Almir Pinto Sobrinho – Em estágio provisório, enquanto aguarda o momento de iniciar a Residência em Buenos Aires, no Serviço do Prof. Ottolenghi.

Janeiro 1966 – O Dr. Dirceu De Conti está em São Paulo, fazendo curso sobre Escoliose, com o Prof. Moe.

Abril 1966 – A convite da Regional do Litoral da Associação Médica do Paraná, realiza-se um simpósio em Paranaguá sobre “Problemas dolorosos da coluna vertebral”, assim distribuido:

  1. Mecanismo da dor na coluna vertebral – Prof. Heinz Rúcker.

  2. Dores vertebrais por atipia. Cervico-braquialgia – Dr. Luiz Carlos Sobania.

  3. Tratamento conservador das algias vertebrais – Dr. A . Osny Preuss.

  4. Tratamento cirúrgico das lombociatalgias – Dr. Hamilton Cordova.

  5. Dores vertebrais de origem reumática – Dr. Acyr Rachid.

27.05.66 – A convite da Regional de Rio Negro da Associação Médica do Paraná, , a mesma equipe, com o mesmo programa, apresentou-se em Rio Negro/Mafra. Após a apresentação foi oferecido um churrasco nos arredores de Mafra.

Junho 1966 – É nomeado, pelo Hospital de Clínicas, o Dr. Fernando Dalmo Borges, para atuar na Clínica Ortopédica.

O Prof. Rücker encontra-se no Rio de Janeiro, fazendo parte da banca do Concurso para livre docência dos Drs. Fernando Chaves e Luiz Peres.

21.07.66 – A Clínica Ortopédica completa 5 anos de atividades. Nesta data o Corpo Clínico está assim constituido:

Prof.Catedrático – Prof. Heinz Rücker.

Profs. Assistentes:

Dr. A . Osny Preuss

Dr. Aramys Bertholdi

Dr. Dirceu De Conti

Dr. Luiz Carlos Sobania

Dr. José Maria Del Claro

Médicos Residentes:

Dr. Ney Spiri Neri

Dr. Walter Marsola

A Irmã Clara, enfermeira que trabalhou ate o mês passado, foi transferida para São Paulo pela sua ordem. Em seu lugar está a Irmã Zeneide.

Continuamos com 17 leitos; neste mês de Julho (férias) passamos para 13 apenas.

As atividades foram divididas por setores;

Setor I – Traumatologia – Dr. Aramys Bertholdi e Dr. José Maria Del Claro

Setor II – Tumores ósseos, reumatismo, artrose – Dr. Dirceu De Conti.

Setor III – Deformidades congênitas, paralisias – Dr. A . Osny Preuss.

Setor IV – Cirurgia da Mão – Dr. Luiz Carlos Sobania.

O jantar comemorativo do quinto aniversário foi realizado em Santa Felicidade, no restaurante Tulio, e estiveram presentes todos os Médicos e a maioria do pessoal.

Agosto 1966 – O Prof. Rücker parte para a Europa. Deverá visitar os Serviços de Ortopedia do lado de lá da Cortina de Ferro, o Congresso da Soc. Internacional de Cirurgia Ortopédica (SICOT) em Paris, e, depois, uma visita aos principais centros de ortopedia da Inglaterra, respondendo a um convite para vários chefes de serviços do Brasil. Em Paris (SICOT) participou de uma mesa redonda sobre vascularização da cabeça do fêmur.

21.08.1966 – Parte para a Europa o Dr. A . Osny Preuss, a fim de participar da Primeira Jornada Luso- Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, em Lisboa e no Porto, e, depois, do Congresso da SICOT em Paris. Participou de um simpósio sobre “ Ressecção e substituição por enxertos ósseos maciços em tumores ósseos”. Em Lisboa falou sobre “Os enxertos ósseos nos tumores de mandíbula”.

ANO VII – 1967

02.01.67 – Iniciam a Residência Médica os Dr. Luiz César Gurek e Eduardo Marecki.

16.03.67 – O Dr. Almir Nestor Pinto Sobrinho, depois de completar Residência no Hospital Italiano de Buenos Aires, Serviço do Prof. Ottolenghi, inicia as suas atividades no Hospital de Clínicas, como Auxiliar de Ensino.

1.05.1967 – Recebemos a visita dos Profs. Ernest Alexander Nicoll e David Evans, da Inglaterra, que vêm para um programa de conferências sob os auspícios do Conselho Britânico. Igualmente recebemos a visita de muitos colegas de outras cidades, e de colegas e estudantes de Curitiba. A última reunião foi realizada em 3.05.67, à noite, na sala de aulas n. 1 do HC.

A Gazeta do Povo publica uma foto dos visitantes, e parte da entrevista na qual eles comentam que a capacidade dos ortopedistas paranaenses os impressionou tanto que decidiram prolongar sua visita a Curitiba. Os Professores ingleses operaram no Hospital de Clínicas. Disseram que estavam impressionados com o progresso da Ortopedia no

Brasil.

9.05.67 – É atendido pelo Prof. Rücker no HC o Prefeito de Curitiba, Dr. Ivo Arzua Pereira, por problema em um dedo da mão (entorse)..

09.06.67 – O Prof. Heinz Rücker toma posse como Diretor Geral do Hospital de Clínicas.

23 a 28.07.67 – Seguiram para Belo Horizonte, no dia 22, para o XVI Congresso da SBOT, os Drs. Rücker, Dirceu De Conti, Luiz Carlos Sobania, José Maria Del Claro e A . Osny Preuss.

O Prof. Rucker, Prof. Matta Machado e Dr. A . Osny Preuss julgaram um trabalho sobre “osteotomia sub-trocantérica no tratamento da doença de Legg-Calvé-Perthes”, concorrente ao Premio Rezende Puesch 1967..

Novembro 1967 – Jornada do Interior de São Paulo em Presidente Prudente. Participaram com trabalhos os Drs. Dirceu De Conti, A . Osny Preuss.

ANO VIII – 1968

02.01.1968 – A partir deste ano a Residência contará com a entrada de 4 Médicos Residentes. Iniciam a Residência Médica os Drs.

Waldemar Gava

Argemiro Bohem

Benedito Kneubil Filho

Armindo Pydd – R2

Janeiro 68 – Começa a funcionar o Setor de Escoliose, a cargo do Dr. Dirceu De Conti.

21.07.68 – Sétimo aniversário da Clínica Ortopédica. Passou, este ano, sem festa, pela primeira vez.

Outubro 1968  – De 13 a 17.10.68 recebemos a visita do Dr. Edgard Frigério, do Hospital Italiano de Buenos Aires. Nos 3 dias que aqui passou teve contato íntimo com a Clínica Ortopédica. Foi uma excelente visita.

15 a 17.11.68 – Jornada de Ortopedia do Interior de São Paulo, em Marilia. Participamos com 10 membros da Clínica. Apresentaram trabalhos os Drs Luiz Carlos Sobania (Osteomielite variólica) e Dirceu De Conti ( Tumores de Células Gigantes).

Novembro 68 – No decorrer da Residência Médica foi realizado um curso de atualização, sob a forma de Reuniões de Estudos, às 3as. e 6as. feiras à noite.

O curso de Ortopedia para os quinto-anistas teve em 1967 e em1968 um número elevado de alunos – 216 em 1967 e 230 em 1968.

ANO IX – 1969

  1. – Iniciam a Residência Médica os Drs.:

Gerson de Sá Tavares

Gerd Udo Gromann

João Siqueira

João A . Barbosa

Fumya Horita

AGOSTO 1969– Recebemos a visita dos Drs. Miguel de Napolitano e Nora .Bloise de Napolitano, do Serviço de Ortopedia do Hospital Italiano de Buenos Aires.

7 A 15.09.69 – XVII Congresso de Ortopedia da SBOT – Brasilia. Trabalhos apresentados:

  1. Tratamento da Cervico-braquialgia. Artrodese vertebral anterior – Dr. Dirceu De Conti. Tema de relação

  2. Tratamento das lesões ligamentares do tornozelo – Dr. Luiz César Gurek – Tema livre.

  3. Osteoartrite séptica do quadril – Prof. Heinz Rücker – Tema de Relação

  4. Epifisiolise femoral superior – tratamento. Dr. A . Osny Preuss – Tema de Relação

  5. Tratamento da necrose asséptica idiopática da epífise femoral superior na infância – Dr. A . Osny Preuss.

16.12.69 – Registramos o falecimento do colega Dr. Dirceu De Conti, vítima de acidente de trânsito (colisão), quando se dirigia ao Hospital Evangélico para operar um paciente,

A N O XI – 1970

01.05.70 – Após terem concorrido a concurso iniciam suas atividades na Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica os Drs.

Nelson Otsuka

Walter Marsola

1 A 3.05.70 – Primeira Jornada de Ortopedia do Norte do Paraná, em Londrina. Trabalhos apresentados:

1 – A osteotomia de bacia a Salter na luxação congênita do quadril. Dr. Almir Nestor Pinto Sobrinho – Tema de relação.

2 – Transposição do perôneo para tíbia no tratamento da osteomielite aguda hematogênico – Dr. A . Osny Preuss, Dr. Luiz Fernando Balão – Tema Livre.

3 – Estudo clínico – radiográfico de 76 casos de Doença de Legg-Calvé-Perthes – Audio Visual – Dr. A . Osny Preuss. (Esta foi a primeira apresentação sobre a correlação entre o tempo de evolução clínica e o respectivo aspecto radiográfico na Doença de Perthes.

4 – Tratamento da luxação antiga do ombro. Dr. Luiz Carlos Sobania, Dr. Arthur Figueiredo e Dr. Nelson Otsuka.

5 – Tratamento da luxação antiga do cotovelo – Dr. Luiz Carlos Sobania, Dr. Gerson de Sá Tavares e Gerd Gromann.

Presidente da Jornada: Dr. A . Osny Preuss, atual Presidente da SBOT, Regional do Paraná.

Como convidado especial da Jornada participou o Prof. Carlos E. Ottolenghi, que falou sobre Tratamento dos Tumores Ósseos. A sua viagem, por via aérea, desde Buenos Aires até Londrina, levou o dia inteiro. O Prof. Ottolenghi chegou tão cansado que estava dormindo na apresentação dos últimos trabalhos…

03.05.70 – Primeiro Torneio Inter-clínicas do Hospital de Clínicas (Futebol de Salão).

Campeão: – Clínica Ortopédica. Treinador: Dr. Luiz Carlos Sobania.

Equipe: Drs. Balão, Henrique, Arthur, Gerson,

Siqueira e Gerd.

Troféu: Zambon.

04.05.70 – Após participação como convidado especial na Jornada de Londrina, O Prof. Carlos e Ottolenghi vem a Curitiba, onde permaneceu por 3 dias, participando de todas as atividades do Serviço e visita ao Hospital de Crianças César Pernetta.

17.07.70 – O Dr. A . Osny Preuss lança em Ponta Grossa, em reunião da Associação Médica local, a “Campanha em pról do bom atendimento inicial da Osteomielite aguda hematogênica”, apresentando um audio-visual alertando clínicos, pediatras, cirurgiões gerais e reumatologistas sobre a gravidade da patologia e a necessidade de sistematização do tratamento, com o que seria de esperar que os resultados fossem diferentes daqueles péssimos resultados apresentados nas radiografias do audio-visual, quando os casos eram recebidos na fase crônica, com grandes sequestros, exigindo tratamento radical muitas vezes. A convite, o audio-visual foi apresentado, depois, em 5 outras cidades do Estado do Paraná, em reuniões das associações médicas locais. Foi o início da conscientização de que à menor suspeita de Osteomielite aguda hematogênica a criança deve ser encaminhada ao Ortopedista. Desde então o audio-visual passou a fazer parte do currículo e foi apresentado a todos os acadêmicos de Medicina que passaram pela Disciplina.

21.07.70 – Nono Aniversário da Clínica Ortopédica. Todos os Médicos, o pessoal da Clínica e convidados, estiveram presentes.

Neste nono aniversário a equipe médica da Clínica Ortopédica está assim composta:

Corpo Clínico:

Prof. Heinz Rücker

Dr. A . Osny Preuss

Dr. Aramys Bertholdi

Dr. Luiz Carlos Sobania

Dr. José Maria Del Claro

Dr. Almir Nestor Pinto Sobrinho

Dr. Fernando Dalmo Borges

Dr. Walter Marsola

Dr. Nelson Otsuka.

São Médicos Residentes:

Dr. Gerd Udo Gromann

Dr. João Lourenço Siqueira

Dr. Arthur Figueiredo

Dr. Henrique Feuershuette

Dr. Luiz Fernando Balão

Dr. Gerson de Sá Tavares.

São Ortopedistas Voluntários do Serviço:

Dr. Luiz César Gurek

Dr. Rubens De Conti

Dr. Kemal Domit

Dr. J. Carlos Stefanes

Dr. Divanil Cabrini

Desde fevereiro deste ano tivemos os 24 leitos reduzidos para 15, “por razões financeiras”.

Nesta data os Médicos Residentes ofereceram ao Prof. Rücker e ao Corpo Clínico uma placa de bronze com os seguintes dizeres:

“IX Aniversário da Clínica Ortopédica e Traumatológica – Ao Prof. Heinz Rücker e Corpo Clínico, dos Residentes e voluntários de 1970. Curitiba, 21,07.70”.

05.08.70 – Inaugurado no Hospital de Clínicas a “Unidade de Terapia Intensiva” do Centro Cirurgico. O primeiro paciente internado foi da Clínica Ortopédica: Roberto Pacholeck, prontuário 328.794, 12 anos. Operação: Transplante tendinoso no M.S.E. – Cirurgião: Dr. Luiz Carlos Sobania.

15.08.70 – Visita a Clínica Ortopédica o Dr. Luiz Miguel Japas, de Buenos Aires, idealizador da osteotomia do tarso no pé cavo anterior, publicada no Campbell.

13 a 15.11.70 – IX Jornada do Interior de São Paulo – Piracicaba(Aguas de São Pedro). Temas apresentados pela Clínica Ortopédica:

Temas de Relação

  1. Dr. Luiz Carlos Sobania, Dr. Luiz Fernando Ballão – Lesões traumáticas da mão.

  2. Dr. A . Osny Preuss, Dr. Gerson de Sá Tavares, Dr. João L. Siqueira – Pé torto congênito inveterado. Tratamento.

Temas Livres

  1. Dr. A . Osny Preuss, Dr. Arthur S. Figueiredo, Dr. Henrique Feuerschuette – Pé poliomielitico. Pan- Artrodese pela técnica de acesso trans-fibular.

  2. Dr. Almir Nestor Pinto Sob., Dr. Nelson Otsuka, Dr. Luiz César Gurek, Dr. Arthur S. Figueiredo – Fraturas da Coluna Vertebral, com lesão neurológica.

  3. Dr. Gerson de Sá Tavares Filho, Dr. A .Plácido Pereira – Rabdomiosarcoma.

08.12.70 – O Prof. Heinz Rücker realiza no Hospital São Vicente a primeira subsituição total do quadril.

Os Residentes da Ortopedia ganham a segunda taça do Torneio Inter-Clínicas do Hospital de Clínicas.

12.12.70 – Inauguração da Sala de Estudos dos Residentes, no terceiro andar, sala 304.

A N O X – 1 9 7 1

05.01.71 – Ao término da primeira reunião clínica do ano que se inicia o Prof. Rücker faz a despedida dos dois primeiros Residentes – R2, cujo aperfeiçoamento em Ortopedia foi inteiramente realizado neste Hospital: Drs. Gerd Gromann e Dr. João Lourenço Siqueira.

Até então parte do aperfeiçoamento era feito no Hospital de Clínicas da USP ou no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro.

15.07.71 – Décimo aniversario da Clínica Ortopédica. Foi comemorado com um almoço em Santa Felicidade (Restaurante São Remo), ao qual compareceram Médicos, Funcionarios e Ex-Residentes.

A N O X I – 1972

05.01.72 – Terminam a Residência , segundo ano, os Drs. Gerson de Sá Tavares, Arthur Silveira de Figueiredo, Henrique Feuerschuette, e Luiz Fernando Balão. Neste ano a Residencia passa a admitir 4 Medicos Residentes por ano.

E começaram a Residência os Drs. Celson Ribeiro, Francisco Vieira, Décio Ivan Sanchez, Eros Xavier da Silva.

29.01.72 – É realizada no Hospital de Clínicas da UFPr a primeira prótese total do quadril, em um paciente portador de Coxartrose. Cirurgião: Prof. Heinz Rücker.

22.06.72 – Recebemos a visita do Prof. Luiz Gustavo Wertheimer, do Hospital de Clínicas de São Paulo, Departamento de Ortopedia.

Setembro 1971- Presta concurso para Auxiliar de Ensino de Ortopedia e Traumatologia, na cadeira de Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica o Dr. Gerson de Sá Tavares. A prova didática versou sobre Traumatismos do Quadril. A Banca Examinadora foi contituida pelos Profs. Heinz Rücker, A . Osny Preuss e Aramys Bertholdi.

ANO X I I – 1 9 7 3

1973 – Residentes – Jorge Elmor, Edson Lima. Joel Bazzo, Heraldo Huliana, Antonio Francisco Ruaro.

09.01.73 – Despedem-se da Residência os Drs. Luiz Jacintho Siqueira, Helio M. Cebrian, Lourival G. Billar e Robinson José Carvalho, e iniciam a Residencia os Drs. Luiz Paterlini, Milton Sato, Wilson Galego Campos e Roberto Kompatscher.

SETEMBRO 1973 – 19* CONGRESSO BRASILEIRO DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA e QUARTO CONGRESSO BRASILEIRO DE CIRURGIA DA MÃO. Do dia 2 ao dia 6 de Setembro, nas dependências do Hospital de Clínicas da UFPr Foram utilizadas as 4 salas de aula e o auditório do sétimo andar para as apresentações, tendo sido projetados 22.500 slides, além de filmes.

Participaram Ortopedistas de todo o Brasil, desde o Amazonas ao Rio Grande o Sul, além dos convidados estrangeiros (Lazcano – México, Roderick H. Turner- USA, Leon L. Wiltze – USA, J. Debeyre – França, I.S. Smilie – Gran Bretanha, Harold M. Frost – USA, J.Quintero Sguerra – Colombia, J. Evrard – França, W. Heipertz – Alemaha, José Manoel Del Sel – Argentina, Leonardo Gui – Italia, Luis Martin Sans – Espanha, Mario Boni – Italia, Ugo Del Toro – Italia, Nora Bloise de Napolitano – Argentina, J. Resina – Portugal.

Foi Presidente do Congresso o Prof. Heinz Rücker, Vice-Presidente o Dr. Luiz Carlos Sobania, e Secretario o Dr. A. Osny Preuss.

A N O X I I I – 1974

06.01.74 – Terminam a Residencia os Drs. Francisco Vieira Rodrigues, Décio Ivan Sanchez

Celson Rodrigues Ribeiro e Eros Xavier da Silva. (2 anos).

Iniciam a Residência os Drs. Mário Koite Kume, Glicerio Pereira de Souza, Claudio Bonamin e Lincoln Domanski.

27.12.74 – É realizada a primeira cirurgia com controle por televisão no Hospital de Clínicas – Osteossíntese a Kuntscher – pelo Prof. Heinz Rücker.

1 9 7 4 – Neste ano de 74 o Dr. Luiz Carlos Sobania fez a primeira neurorrafia utilizando o microscópio. Foram auxiliares os Residentes Drs. Claudio Bonamin e Roberto Kompatscher(R2).

1974-1975 – Residentes: Milton Berbicz, Pedro Sérgio Moura, Paulo Sérgio dos Santos.

A N O X I V – 1 9 7 5

04.01.1975 – Iniciam a Residência os Médicos Residentes Paulo Kenite Kume, Orlando Jaques de Souza, Evaldo Américo Galhardo Sanches e Carlos Alberto Goitacaz Rocha.

Despedem-se da Residência os Drs. Glicério Pereira de Souza, Claudio Bonamin, Luiz Ivan Zini da Rocha, Lincoln Domanski, e Mauro Koite Kume.

A N O X V – 1 9 7 6

02.01.1976 – Iniciam a Residência os Drs. Luiz Antonio Munhoz da Cunha, Atilio José Pavan, Paulo Roberto Mortati, Jan Polan Tadeucz Kossubudzki, e Mauro Luiz Fucks.

15.08.76 – A Clínica Ortopédica se transfere para o sexto andar do Edificio Central do HC. O terceiro e o quarto andares passarão a atender o Pronto Socorro – Emergências.

A N O X V I – 1 9 7 7

02.01.1977 – Despedem-se da Residência os Drs. Carlos Roberto Goitacaz Rocha, Gabriel Paulo Skroch, Evaldo Américo G. Sanchez, Orlando Jaques de Souza, e Paulo Kenite Kume.

Iniciam a Residência Médica os Drs. Francisco Aparecido Pereira, Arly Edson Domingues Brianeze, José Antonio Guelli de Camargo, Antonio Nicoleit, e Alexandre Mauro Mariani.

16.09.77 – Prestam concurso à Livre-Docência pela Cátedra de Ortopedia e Traumatologia os Drs. Antonio Osny Preuss e Luiz Carlos Sobania. Teses: “Epifisiolise femoral superior do adolescente. Tratamento pela técnica da ressecção óssea trapezoidal justa-epifisária” pelo Dr. A . Osny Preuss, e “Lesão dos Grandes Nervos do Membro Superior” pelo Dr. Luiz Carlos Sobania. Compuzeram a Banca Examinadora os Profs. Marcondes de Souza (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), José Rodrigues (Faculdade de Medicina do Recife) e João Átila da Rocha (Faculdade Federal de Medicina do Paraná)

DEZEMBRO 1977 – Recebemos a visita dos seguintes Ortopedistas americanos e inglezes, depois de sua participação na Primeira Jornada Brasileira de Cirurgia Ortopédica Infantil, no Rio de Janeiro, Drs. Lowell, Evans, e Mackeeven.

A N O X V I I – 1978

02.01.78 – Despedem-se da Residência Médica os Drs. Paulo Roberto Mortati, Luiz Antonio Munhoz da Cunha, Jan Polan Tadeucz Kosssobudzdi, Atilio José Pavan e Mauro Luiz Fucks.

Em 10.01.78 iniciam a Residência os Drs. Marino Laerte Piccelli, Pedro Chugi Nishimori, José Maria de Magalhães, Glauco José Pauca Mello e Otávio Otavio C. de Oliveira.

SETEMBRO 1978 – Inicia suas atividades na Clínica Ortopédica, transferido do INAMPS, o Dr. José Hamilton Rauen Cordova.

22.11.78 – Início do funcionamento da Unidade de Isolamento (Infectados) da Clínica Ortopédica, no sexto andar do prédio central..

DEZEMBRO 1978 – Comemoração do jubileu de prata do Prof. Heinz Rücker na Cátedra de Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopédica, com jantar no Restaurnte Iguaçu Campestre (mais tarde transformado no Hospital Vita).

A N O X V I I I – 1979

02.01.79 – Despedem-se da Residencia Médica os Drs. Antonio Nicoleit, Arly Edson Domingues Brianeze, Alexandre Mauro Mariani, Francisco Aparecido Pereira e José Antonio Guelli de Camargo.

22.05.1979 – Descerramento de placa comemorativa ao Jubileu de Prata do Prof. Heinz Rücker na Cátedra de Ortopedia e Traumatologia, no hall principal do Hospital de Clínicas. Profere o discurso alusivo ao fato o Dr. Walter Marsola.

A N O I X X – 1980

02.01.1980 – Terminam a Residência Médica os Drs. José Maria Magalhães, Marino Laerte Piccelli, Pedro Chugi Nishimori, Glauco José Paulka Mello e José Otavio Carnasciali de Oliveira.

Iniciam a Residencia os Drs. José Vicente Panzin, Rogério Fucks, Ary Frederico Schmidt, Fernando Luiz de ArrudaF e Nelson Ravaglia de Oliveira.

21.07.80 – O vigésimo ano de atividades da Clínica Ortopédica foi comemorado com um jantar de confraternização em Santa Felicidade.

A N O X X – 1981

02.01.81 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Vitor Roselis Junior, Edson Romoaldo dos Santos, Laudelino Moura Jorge Filho, Nadio Sansovo e Silon Ramos da Silva.

Despedem-se os Drs. Antonio Nicoleit, Arly Edson Domingues Brianeze, Alexandre Mauro Mariani, Francisco Aparecido Pereira e José Antonio Guelli de Camargo.

01.04.81 – Afastamento da Cátedra de Ortopedia e Traumatologia do Prof. Rücker, por motivos de ordem pessoal e por já ter cumprido 35 anos de atividades didáticas.

É designado Coordenador da Cadeira de Ortopedia e Traumatologia o Dr. Antonio Osny Preuss.

A N O X X I – 1982

02.01.82 – Despedem-se da Residência Médica os Drs. José Vicente Pansin, Rogério Fucks, Fernando Luiz de Arruda, Ary Frederico Schmidt e Nelson Ravaglia de Oliveira.

Iniciam a Residêcia os Drs. Claudemir Aparecido Ferdinando, Dalio de Lara Marçal, Milton Ossamu Mori, Irineu Sá Silva Martins e Paulo Gilberto Cimbalista de Alencar.

14.12.82 – Visita a Clínica Ortopédica o Dr. James Richard Bowen, do Instituto Du Pont, Wilmington,

Del.- USA

30.04 a 01.05.82 – Colóquio de Atualização sobre Cirurgia da Mão, em homenagem à jubilação do Prof. Heinz Rücker. Participaram do evento os Chefes dos Serviços de Ortopedia de quase todo o país.

A N O X X I I – 1983

02.01.83 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Mauro Luiz Cubas moura, Mohamed Jamar Hadaya, Carlos Alberto Novisk e Edson de Almeida Maines.

A N O X X I I I – 1984

02.01.84 – Iniciam a Residencia Médica os Drs. Ana Carolina Pauleto e Deisi Koliski Vons (primeiras Médicas Residentes da Clínica), Mario Massatomo Namba, Paulo Antonio Bordone.

A N O X I V – 1985

02.01.1985 – ÚLTIMA TURMA DE RESIDENTES DE 2 ANOS inicia a Residência: Luciano Rocha Loures Pacheco, Luiz Eduardo Munhoz da Cunha, Marco Antonio Martins e Edson Hidemori Takito.

A N O X X V – 1986

03.03.1986 – Recebemos a visita do Prof. Roy Camille Raymond do Hôpital Pitrie Salpetriere – Paris.

O9.03.1 9 8 6 -FALECE O PROF.HEINZ RÜCKER, vítima de câncer de cabeça de pâncreas.

A N O X X V I – 1987

02.01.87 – Iniciam a Residência ( PRIMEIRA TURMA DE 3 RESIDENTES) os Drs. Edilson Forlin (R3), Edson de Araujo Burgel e Francisco Henrique Caldeira.

A N O X X V I I – 1988

02.01.1988 – Iniciam a Residência os Drs. Carlos Cesar Wosniak (R2), Walmir Francisco Sampaio, Xavier Soler e Pedro Paulo Renkel.

A N O X X V I I I – 1989

02.01.1989 – Iniciam a Residência os Drs. Celso Martins Pintinha, Mauro Batista Albano e Ricardo Kayoshi Miyamoto.

A N O X X I X – 1990

02.01.1990 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Antonio Adilson, Hardy, Leszko, Siebeneicher, Marcelo Benatti.

14.05.90 – Registramos o falecimento do Dr. Hamilton Rauen Cordova (Trombose Arterial Membros Inferiores).

A N O X X X – 1991

02.01.1991 – São R3 os Drs. Moacir Artemio Zanata, Marino Hidalgo Lopes de Oliveira e Julio César Xavier Rovelli.

São R2 os Drs. Marcelo Abbage, Alexandre Tadeu Meyer, João Luiz Vieira da Silva, e Ademar Zigismundo Gailit Junior.

São R1 os Drs. Lucio Sergio Rocha Ernlund,

A N O X X X I – 1992

02.01.1992 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Marcelo Gallotti, Adriano Reginato Klein, Jonas Mello Filho e Valdimir Cousseaux.

9 a 14 de Outubro – No XXIX Congressos Brasileiro de Ortopedia, realizado em Salvador, Bahia, a SBOT indica e é aprovada a realização do XXX Congresso em Curitiba. Será Presidente do Congresso o Prof. Luiz Carlos Sobania.

A N O X X X I I – 1993

26.11.1993 – A Dra. Ana Carolina Pauletto defende tese de Mestrado sobre “Complicações Ortopédicas após Cateterismo dos Vasos Femoraes. Avaliação do Trofismo Muscularl e da Discrepância de Crescimento nos Membros Inferiores”..

A N O X X X I I I

28.04.94 – Em comemoração ao trigésimo aniversário da Clínica Ortopédica é recebida a visita do Prof. Charles A . Rockwood (USA) e Hector Malvarez (Argentina). 20.09.94 – Assumem a Preceptoria da Residência Médica os Drs. Nelson Otsuka e Luiz Fernando de Castro Ballão.

22.12.94 – O Dr. Gabriel Paulo Skoch defende tese de Doutorado sobre “Tratamento da pseudartrose infectada da tíbia pelo método de Ilizarov”., e o Dr. Mario Massatomo Namba defendeu tese de Mestrado sobre “ ? “ .

A N O X X X I V – 1995

02.01.1995 – Iniciam a Residência os Drs. Sergio Schwansee Mulinari, Ricardo Pietrobon, Evandro Goes e Dino Kussokava.

03.06.95 – Assume a Coordenação da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia do Departamento de Cirurgia da UFPR o Dr. Gerson de Sá Tavares.

O Dr. Luiz Carlos Sobania passa a ser responsável pelo Grupo de Implantação do Pronto Socorro da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia, futuro Hospital do Trabalhador.

1995 – Neste ano de 1995 é o seguinte o “staff” da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia:

Coordenador do Curso: Prof. Gerson de Sá Tavares

Docentes: Prof. Luiz Carlos Sobania

Dr. Almir Nestor Pinto Sobrinhoi

Dr. Nelson Otsuka

Dr. Gabriel Paulo Skoch

Dr. Paulo Sérgio Santos.

Dr. Walter Marsola.

Preceptor da Residência:

Dr. Nelson Otsuka

Dr. Luiz Fernando Ballão

“Staff”:

Dr. Fernando Dalmo Borges

Dr. Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Dr. Luiz Eduardo Munhoz da Cunha

Dr. Mauro Fucks

Dr. Xavier Soller y Graells

Dr. Marcelo Abbage

Dr. Mario Massatomo Namba

Dr. Sérgio Arthur Vianna

Dr. Edilson Forlin

Dra. Ana Carolina Pauletto

Dr. Paulo Gilberto Cimbalista Alencar

Dr. Julio Fernandes

Dr. Cadri Massuda

Dr. Alexandre Mauro Mariani

Dr. Luiz Fernando Castro Ballão

Dr. Roberto Kompatscher.

Outubro 1995 – Defende tese de Mestrado o Dr. Edilson Forlin.

15.12.95 – Defende tese de Mestrado o Drs. Cadri Massuda (“ História Natural da Paralisia tipo Espástica. Estudo Comparativo entre o Tratamento conservador e o Cirúrgico”}. 20.12.95 – Defende Tese de Mestrado o Dr. Ricardo S. Falavinha (“Fixação Biológica das Fraturas Multi-fragmentares do Fêmur. Análise do tratamento de 21 Casos”). – Defende tese de Mestrado o Dr. Xavier Soller y Graells.

22.12.95 – Defende Tese de Mestrado o Dr. Mario Namba (Ävaliação da Medida do Ângulo do Músculo Quadriceps Femoral (angulo Q) em indivíduos Normais com o Joelho em Extensão e Flexão de 30 e 45 graus).

A N O X X X V – 1 9 9 6

02.01.1996 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Ralf G. Klassen, Jair Moreira Dias Jr. , Giro Alberto Yoshiyasu e Renato César S. Raal. Em Abril de 1996 o Médico Residente Ricardo S. Pietrobon, por motivos de ordem pessoal, solicita seu afastamento da Residência.

Iniciam o Mestrado do Departamento de Cirurgia os Drs. Luciano da Rocha Loures Pacheco e Julio Fernandes e o Doutorado o Dr. Xavier Soler y Graells.

12.03.96 – O Dr. Almir Nestor Pinto Sobrinho teve a sua aposentadoria registrada no Diário Oficial.

29 e 30.03.1996 – Nos dias 29 e 30.03.96 a Disciplina realizou o I Simpósio Internacional de Artroplastias do Quadril e do Joelho, sob a coordenação do Dr. Paulo C. Alencar. Convidado estrangeiro o Dr. Lynn Rasmussen

17.05.1996 – Em cerimônia realizada no Anfiteatro do Setor de Ciências da Saúde foi criado o Grupo de Medicina Esportiva do Hospital de Clínicas, que ficará sob a coordenação do Dr. Mario Namba.

25 a 30.07.96 – Realização do XXX Congressos Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia em Curitiba. Como aconteceu no Congresso de 1973, o êxito foi absoluto. Presidente: Prof. Luiz Carlos Sobania. As diversas comissões organizadoras foram compostas quase que de todo por membros dos “staffs” do Hospital de Clínicas e da Clínica de Fraturas e Ortopedia XV Ltda. Os temas oficiais foram: Tratamento das Fraturas no Poli-traumatizado, Infecção óssea Pos-Cirúrgica, e Discrepância de comprimento dos membros inferiores. Estiveram presentes os seguintes convidados estrangeiros: Fernando Colchera (México), Michael Patzaki (USA), Randal Betz(USA), Colin Moseley (USA), Cecil Ralabeck (Canadá), M.T. Lee ( Canadá)l, e James Kaisen (USA). Foram ditados 48 cursos.

05.08.96 – Falece o Prof. Assistente, Dr. Walter Marsola, vítima de câncer de próstata.

A N O X X X V I – 1 9 9 7

02.01.97 – Iniciam a Residência os Drs. Ivan Roberto Wagner Panchgniak, Orides R. Moreno, Claudio Gromann e Sandro Rogério Fernandes.

24.03.97 – Defende Tese de Metrado o Dr. Paulo Sérgio dos Santos (“Prevalência de Degeneração e Ruptura no Manguito Rotador do Ombro Após a Sexta Década de Vida. Análise Clínico-Radiográfica.

13.10,97 – Sob a Presidência do Dr. Paulo Gilberto Cimbalista de Alencar realiza-se em Foz do Iguaçu o VII Congresso Brasileiro de Cirurgia do Quadril e II Congresso da Sociedade de Quadril do Cone Sul, no Hotel Bourbon com 470 participantes. Foram convidados internacionais os Drs. Bernard Weber (Suiça), Henry Hanff, John Moreland, Lawrence Donor, William Tomford e Leo Whiteside dos Estados Unidos, Richard Villen (Inglaterra), Siegfried Weller (Alemanha)

OUTUBRO 1997 – Registramos a visita do Dr. I.D. Learmonth, da Universidade de Bristol, Inglaterra.

1 9 9 7 – Inicio do funcionamento do Hospital do Trabalhador. A traumatologia da Disciplina de Traumatologia e Ortopedia passa à responsabilidade do Prof. Gabriel Paulo Skorch. A direção do Hospital do Trabalhador é assumida pelo Prof. Titular dr. Luiz Carlos Sobania

A N O X X X V I I – 1998

02.01.1998 – Em concurso que constou de provas teóricas, análise de currículo e entrevista, foram aprovados os seguintes nomes para iniciar a Residência Médica neste ano: Drs. Alexandre Antonio Camargo, Edival Martins Jr. , Marcos Roberto C. Schiavon e Weverley R. Valenza.

A Banca Examinadora foi constituida pelos Profs. Gerson de Sá Tavares Filho, Nelson Otsuka, Gabriel Paulo Skroch e Paulo Sérgio dos Santos. Representante dos Residentes Dr. Ralf Klassen.

Junho 1998 – O Dr. Fernando Dalmo Borges, por motivo de aposentadoria, se afasta da Clínica Ortopédica e Traumatológica.

OUTUBRO 98 – INAUGURAÇÀO DO BANCO DE OSSOS DO HOSPITAL DE CLÍNICAS. Responsável: Dr. Gerson de Sá Tavares.

A N O X X X V I I I – 1999

02.01.1999 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Ed. Marcelo Zaninel, Elias Marcelo Batista da Silva, Marcus Vinicius Tavares e Orli José Neri.

Agosto 1999 – Assume a Presidência da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia o Prof. Luiz Carlos Sobania, para o biênio 1999-2000.

A N O X X X I X – 2 0 0 0

02.01.2000 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Paulo Roberto Sturn, Cinira Onishi, Osmario Ribeiro Vilatore e Ricardo Antonio Silvestre Bridi.

23.05.2000 – O Prof. Titular Dr. Luiz Carlos Sobania assume a Direção Geral do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

A N O X X X X L – 2 0 0 1

02.01.2001 – Iniciam a Residência Médica os Drs. Leonardo Dau, Estela M. Sandrini, Marcel Luiz Benato e Sérgio Henrique Merlin Skrobot.

19 a 20.01.2001 – Realizado em Campinas o Trigésimo Concurso para Médicos Residentes da SBOT, do qual participaram e foram aprovados os Drs. Alexandre Antonio Camargo, Weverley Rubelli Valenza, Marcos Roberto G. Schiavon e Edival Martins Junior.

26.06.2001 – O Prof. Dr. Gerson de Sá Tavares Filho assume a Chefia do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Paraná, em sessão plenária festiva no auditório do Banco de Ossos (sexto andar).

Assume como Vice Chefe o Prof. Ivan Augusto Colaço.

27.06.2001 – O Prof. Dr. Gabriel Paulo Skroch é indicado e assume a Chefia da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia do Departamento de Cirurgia da UFPR, e do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital deClínicas e do Hospital do Trabalhador da UFPR.

28, 29 e 30.06.2001 – “Jornada de Ortopedia e Traumatologia da UFPR – Prof. Heinz Rücker O Semeador” para a comemoração do quadragésimo ano de atividades da Clínica Ortopedica e Traumatologica do Hospital de Clínicas da UFPr e do terceiro ano do Pronto Socorro do Hospital do Trabalhador . Professores convidados: Dr. Marcelo Mercadante, Moisés Cohen e Glaydson Godinho. Presidiu a Jornada o Dr. Gerson de Sá Tavares Filho. A Presidência da Comissão Científica foi do Prof. Gabriel Paulo Skroch.

No último dia da Jornada o Dr. A . Osny Preuss participou contando a história da Ortopedia no Paraná , e, especialmente na Universidade Federal do Paraná. Daí surgiu a idéia de escrever essa história com maiores detalhes.

Para encerrar a Jornada foram convidados os professores ainda remanescentes dos primeiros anos de atividade do Hospital de Clínicas. Estavam presentes os Dr. Antonio Osny Preuss, Dr. Fernando Dalmo Borges, Dr. Almir Nestor Pinto Sobrinho e Dr. Luiz Carlos Sobania, que, de modo informal, relataram fatos ocorridos no início da Clínica Ortopédica e Traumatológica , comparando as dificuldades de então com o enorme progresso da especialidade alcançado até os dias de hoje.

Neste dia 8 de Setembro de 2001 terminei a História da Ortopedia na Universidade Federal do Paraná. Fatos e coisas de um passado não muito distante, mas que revelam o quanto a Disciplina de Ortopedia e Traumatologia do Departamento de Cirurgia da Universidade do Paraná e a Clínica Ortopédica e Traumatológica do Hospital progrediram, e quanto a semente plantada em fins da década de 50 germinou, cresceu, deu frutos. Haja vistas os postos chaves que ex-Médicos Residentes ocupam atualmente não só na Universidade Federal do Paraná, como dentro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, e na comunidade brasileira.

Espero ter cumprido com a tarefa que me foi incumbida, assim como espero que todas as novas gerações se espelhem nesse passado tão difícil , que amem o Hospital de Clínicas e a Clínica Ortopédica e Traumatológica, como o amaram os pioneiros, para que esta História continue sendo escrita e mostrando uma permanente ascenção, para orgulho de todos.

Dedico este trabalho a todos os que passaram pela Clínica Ortopédica e Traumatológica nestes quarenta anos, Médicos, Funcionários e Pacientes.

ANTONIO OSNY PREUSS

H I S T Ó R I A

D A

O R T O P E D I A

1915 – 2001

N A

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

EM COMEMORAÇÃO AOS 40 ANOS

NO

HOSPITAL DE CLÍNCAS

POR

PROF. A . OSNY PREUSS

Contato:

(41) 9993 – 8147 ou (41) 3360 1866

Falar com Sílvia

Email: silviacecil@hotmail.com

Site: http://www.hc.ufpr.br/acad/cirurgia/ortopedia/index.htm

5 pensamentos sobre “História da Ortopedia na Universidade Federal do Paraná

  1. Sou oftalmologista em Fpolis e graduei-me na FMUFPR em 1959. Fui aluno do Prof. Heinz Rücker e colega de turma de José Maria del Claro. Interesso-me pela história da Medicina de Curitiba dos anos 54/59 e estou preparando um livro a respeito.

    Fui colega de Coriolano Caldas Silveira da Mota, Antônio Pelisson, Wilson Cidral, Afonso Antoniuk, Zilda Arns, Bernardo Rzeznik, Padre José Raul Matte, Muriel Lopes, Isac Bruck, Aramis Cavichiolo, Corina H de Castro Rauli…

    Este trabalho sobre a história da Ortopedia em Curitiba e no Paraná está muito bem documentada e solicito permissão para extrair dados da excelente matéria.

    Atenciosamente, Henrique Packter CREMESC 383

  2. A matéria sobre a história da Ortopedia em Curitiba é digna de ser citada como referência de uma memória inesquecível. Quando eu tinha uns quatro anos de idade, lá por 1949, fui operado pelo Dr. Mothy Domit, cujo nome nunca me saiu da lembrança. A cirurgia foi no cotovelo do braço direito, onde ficou os sinais da operação que estou com orgulho,carregando pela vida a fora eis que a intervenção – foi um sucesso ! Poderia obter informações porque o médico acima citado não consta da magnifica exposição da História da Ortopedia de Curitiba ?

    Cordialmente,

    Cleosny Slompo
    Advogado

    • Prezado Dr. Cleosny Slompo.
      Em primeiro lugar gostaria de agradecer o seu contato, ficamos muito felizes com o interesse da comunidade na história do Serviço de Ortopedia da UFPR.
      Para responder sua pergunta liguei para o Dr. Mothy Domit Filho, Ortopedista, atuante no Hospital Evangélico e filho do médico que realizou seu tratamento.
      O Dr. Mothy Domit foi um dos primeiros médicos especialistas em Ortopedia do Paraná. Ele fez esta especialidade aconselhado pelo Dr. Erasto Guertner. Apesar de ser um dos médicos mais importantes da história do nosso estado sua passagem pelo HC-UFPR foi por um curto período, por isso o seu nome não fica citado no site com muita frequência. Mas nos registros da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) consta o se nome com um dos médicos que ajudou a formar a Ortopedia da UFPR.
      Vamos revisar os nossos registros para colocarmos os colegas que não estão citados dentro do nosso site. Mas não acredito que acharemos algo que de uma importância maior do que o depoimento de um paciente. Por isso, agradecemos novamente.
      Atenciosamente.
      Edmar
      Professor Ortopedia – UFPR

  3. Caríssimo
    Dr. Edmar,

    Saudações !

    Fico imensamente satisfeito e feliz por tão significativa mensagem – e sobretudo quero deixar registrado meu agradecimento ao eminente Professor, não só pela virtude demonstrada no âmbito do seu interesse e generosidade a ponto de buscar informações com o próprio filho do Dr. Mothy.
    Cordialmente,
    Cleosny Slompo

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